3423 dias: a desigualdade entre a velocidade da destruição e a luta por justiça
- Janine Xavier e Maria Julia Moura
- 20 de mar.
- 1 min de leitura
Atualizado: 20 de mar.
“Se o que está nas propriedades fosse de valor minerário, a Samarco já tinha buscado até a última pá. Mas como é o lixo dela, as propriedades vão continuar sendo um eterno depósito” - Anderson Jesus de Paulo, morador de Paracatu de Baixo.

No dia 17 de fevereiro de 2025, a equipe do escritório inglês Pogust Goodhead, juntamente com o CEO Tom Goodhead, estiveram presentes pela segunda vez em Mariana para discutir com os atingidos o andamento do processo na Corte Inglesa e as estratégias para garantir indenizações justas.
Em parceria com universidades e especialistas, foi estimado que o valor justo para as reparações é de 240 bilhões de reais. Durante a visita, Tom destacou a responsabilidade das mineradoras BHP e Vale, pontuando que a BHP estava totalmente envolvida nas ações da Samarco e teve diversas oportunidades para prevenir o rompimento.
A recusa do prefeito de Mariana em assinar a repactuação foi motivada pela reunião e, também, pela insatisfação dos atingidos, que vai muito além de questões patrimoniais. Especialmente diante do contraste gritante entre a rapidez da destruição causada pela lama e a lentidão da justiça.
Confira o episódio na íntegra pelo Spotify do Lampião:
Comments