“A impunidade frustra mais do que o crime”: A Desculpabilização no Rompimento da Barragem do Fundão
- Antônia Veloso e Larissa Antunes
- 14 de fev.
- 1 min de leitura
Após a Justiça Federal absolver as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton pelo desastre-crime de rompimento da Barragem do Fundão, as pessoas atingidas se mostram insatisfeitas e impotentes com o Novo Acordo, que segue em aberto.
Às 2h27 da manhã do dia 14 de novembro de 2024, o Tribunal Regional de Justiça da 6° Região, de Ponte Nova, absolveu as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton, além de sete pessoas, entre elas diretores e gerentes técnicos, de todos os crimes ambientais envolvendo o rompimento da Barragem do Fundão.
Em 5 de novembro de 2015, a ruptura liberou cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, causando a destruição de comunidades, a contaminação do Rio Doce e o impacto no Oceano Atlântico, além de resultar na morte de dezenove pessoas.
O crime permanece impune, e as pessoas afetadas expressam insatisfação e sensação de impotência com as negociações do novo acordo, que ainda está em aberto. Muitas comunidades atingidas optaram por não assinar a Repactuação.
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