Quase 10 anos depois do desastre-crime de Mariana, a luta pela reparação parece não ter fim
- Lampião Digital
- 20 de fev.
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Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, destruiu vidas, terras e sonhos. O impacto negativo não pode ser medido e aqueles que viviam da agricultura viram suas fontes de renda serem soterradas pela lama. Essa lama atingiu não só as propriedades, mas também as vidas das pessoas afetadas.
Hoje, quase uma década depois, muitos ainda buscam reconstruir suas vidas. As indenizações oferecidas, que variam entre R$ 35 mil e R$ 95 mil, não são consideradas suficientes para cobrir os danos materiais causados pelo desastre, mas também os problemas de saúde acarretados, os relacionamentos perdidos e a dignidade de quem viveu essa tragédia.
Essas histórias nos mostram que a dor que essas pessoas e suas famílias sentem, vai muito além da perda financeira. O que está em jogo é a restauração de suas vidas e da dignidade que foi arrancada de maneira brutal. As promessas de compensação financeira não podem devolver as memórias, os momentos de alegria e o sustento que essas famílias perderam.

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