top of page
  • Instagram
  • Twitter
  • TikTok
  • Spotify
  • Youtube

Servidores públicos de Mariana votam proposta para fim da greve

  • Felipe Rayann e Henrique Gontijo
  • 26 de mar.
  • 3 min de leitura

Greve dos servidores públicos acontece desde 25 de fevereiro em busca de melhores condições de trabalho


#ParaTodosVerem: A fotografia mostra um homem de costas falando para uma multidão de pessoas que estão viradas para ele, algumas das pessoas vestem uma camisa onde se lê: “Só 5%? Prefeito fujão”.
Francisco de Assis (Chico), presidente do SINDSERV, em manifestação em frente a prefeitura de Mariana | Foto: Henrique Gontijo

Na última terça-feira (18), os servidores públicos de Mariana que aderiram às manifestações se reuniram em frente à Prefeitura para debater e votar a segunda proposta de acordo elaborada pelo prefeito Juliano Duarte para resolução da greve. Com a proposta rejeitada, a paralisação continua e tem nova assembleia marcada para segunda-feira, 24 de março, às 16h30, em frente à Câmara Municipal.


A paralisação ocorreu para pressionar o poder público para atender as exigências dos grevistas. Suas principais reivindicações são um aumento salarial de 11,02% e um aumento R$ 400,00 no auxílio-alimentação. A greve foi iniciada oficialmente no dia 25 de fevereiro, pois os sindicalizados não aprovaram o aumento de 5% nos salários e de R$ 60,00 no vale, proposto inicialmente pela Prefeitura.


#ParaTodosVerem: A fotografia mostra um homem de costas falando para uma multidão de pessoas que estão viradas para ele, algumas das pessoas vestem uma camisa onde se lê: “Só 5%? Prefeito fujão”.
Servidores públicos levantando a mão como forma de votação para as propostas apresentadas pelo sindicato |Foto: Henrique Gontijo

Ângela Maria do Carmo, auxiliar de limpeza do setor da saúde, conta sua insatisfação com o salário que recebe em decorrência do serviço que oferece. Ela conta que foi designada para o setor de odontologia e que, mesmo tendo 63 anos, faz sozinha a limpeza do setor, trabalho equivalente para 3 pessoas. “Eu vou fazer agora o serviço parcial, porque uma mulher de 63 anos não tem condições de fazer o trabalho de dois ou três funcionários. Trabalhei sozinha e cheguei a passar mal em serviço e fiquei desacordada. Por isso, estou indignada e não quero que nenhum colega passe o que passei.


Na data da publicação, a greve aguarda uma audiência com a Justiça Comum — Cível, que vai ocorrer dia 29 de abril. Até lá, assembleias semanais acontecerão para os grevistas debaterem as melhores condições de acordo.


A próxima assembleia acontecerá na segunda-feira, 24 de março, às 16h30 em frente à Câmara Municipal.


Para melhor entendimento do desenrolar da greve, foi feita uma linha do tempo com os principais acontecimentos:


  • 6 de janeiro: o Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Mariana–MG (SINDSERV) enviou o primeiro ofício à Prefeitura demonstrando insatisfação e apresentando suas reivindicações para que não houvesse uma greve. As principais exigências foram um aumento salarial de 11,02% e um ajuste de R$ 400,00 no auxílio-alimentação.


  • 16 de fevereiro: outro ofício foi encaminhado pelo sindicato, avisando o município de que estavam em estado de greve, medida que alerta ao governo que uma paralisação pode ocorrer a qualquer momento.


  • 21 de fevereiro: a Câmara Municipal, votou e aprovou a primeira proposta elaborada pelo prefeito Juliano Duarte, na qual aprovava um aumento salarial de 5% e R$ 60,00 no vale-alimentação, inteirando um total de R$ 660,00 de vale.


  • 25 de fevereiro: o SINDSERV deflagra oficialmente a greve.


  • 28 de fevereiro: A prefeitura de Mariana lançou edital para contratação de funcionários a fim de suprir a demanda causada pela paralisação dos servidores. No mesmo dia, os sindicalizados se reuniram e decidiram implementar a Operação Tartaruga, que consiste na redução da carga horária, sem suspensão total das atividades. O que impediria a contratação, já que o cargo estaria ocupado, uma medida em resposta ao edital lançado.


  • 6 de março: início da Operação Tartaruga, prevista para acontecer até o dia 11 de março.


  • 11 de março: em nova assembleia realizada pelos grevistas, ficou decidido o fim da Operação Tartaruga e o retorno das paralisações em tempo integral.


  • 18 de março: Pela manhã, o SINDSERV recebeu uma segunda proposta elaborada por Juliano Duarte. Pela tarde, Chico Veterinário e Professor Luiz Salles, presidente e diretor financeiro do SINDSERV, respectivamente, se reuniram com o prefeito para tentar uma conciliação. No mesmo dia houve uma última assembleia para debater e votar essa segunda proposta, que mantém os valores da primeira, mas prometia pagar os servidores pelos dias perdidos pela paralisação. A proposta não agradou aos grevistas que votaram por dar continuidade à greve.


  • 19 de março: o prefeito Juliano Duarte realizou uma coletiva de imprensa para apresentar o orçamento para o ano de 2025 e justificar que as exigências dos grevistas não cabem no planejamento do município. Juliano também avisou que as aulas irão voltar e que, se necessário, irá fazer contratação de novo pessoal. Aqueles que continuarem com a greve correrão o risco de serem demitidos ou pagar uma multa.

Comentários


bottom of page